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Curso de Teologia: Evangelho de São João

Em 04/03/2011 às 14h37

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Aconteceu na semana iniciada em 21/2 até 24/2, o curso de Teologia sobre o Evangelho de São João, proferido pelo Pe. Paulo Roberto no Anfiteatro do Colégio Santa Marcelina com grande afluência dos paroquianos. Oferecendo “chaves” para a compreensão de tais textos, revelou a linguagem literária usada por João, sua simbologia, metáforas, alegorias sempre a partir de exemplos de nosso dia-a-dia e todos os elementos que possibilitem uma leitura aprofundada deles.

Fez, primeiramente, um estudo do Livro dos Sinais. João apresenta sete sinais: transformação da água em vinho (Jo 2,1-12), a cura do funcionário do rei (Jo, 4,46-54), do paralítico (Jo 5,1-18), a partilha dos pães e os peixes (Jo 6,1-13), sobre as águas(Jo,6,16),o cego(Jo,9,1-41) , a ressurreição de Lázaro(Jo,11,1-45). Mostrou a semana inaugural com Jesus surgindo como o ”bom vinho que dá sabor à vida”, a verdadeira água e sua revelação pelas curas, o pão vivo, a descida do céu, caminhada sobre as águas (pois que já venceu o mal) em seguida, traz a ressurreição e a vida. Fez uma análise muito além do texto das bodas de Caná e da passagem da samaritana com a simbologia da água como fonte de vida, graça e Espírito, mostrando que a acolhida fez a conversão e a faz sempre. Deu ênfase à chamada profissão de fé de Marta, revelada já no modo como esta se dirige à Jesus: “Senhor!”(cap.11,21...).

No último dia do curso, foram vistos pontos do Livro da glorificação ou Glória que se inicia no capítulo do evangelho em estudo, onde João tem a preocupação em fortalecer a comunidade de fé, testemunhando Jesus pelo Espírito pelo anúncio e serviço. Fala aí de sete discípulos iniciais, sete, o número perfeito, a comunidade perfeita. Desse livro, outras simbologias foram apresentadas: o lava-pés (quem lava o pé do outro está indicando-lhe o caminho). O capítulo 17, sobre a união, mostra que o maior pecado é a divisão, que é importante reconhecer a eucaristia como serviço pelo amor; ter coragem e crer diante das perseguições. Quando fala em discípulo amado, amado é todo discípulo, todos nós. Quando Jesus faz o gesto do amigo “molha o pão”, convida Judas para voltar atrás em texto de grande poesia, mostrando que o que nos salva é o amor, ainda que gere perseguição, dor, violência. Mas Judas foi tocado pelo adversário, não acredita na misericórdia de Deus e sai com o pedaço de pão. Fragmento que João finaliza com o “Era noite”, já que Judas preferiu as trevas. Jesus em sua humilhação (coroa, de espinhos, o manto) é descrito por João como a um rei. Quando no capítulo 19,23, o evangelista diz que a túnica era inconsútil, a túnica dos sacerdotes, quer nos dizer que Jesus é o verdadeiro sacerdote

A partir desse estudo, vimos emergir esse Jesus amoroso, terno, acolhedor, misericordioso, inteligente, perspicaz, libertador mostrando preocupação com a dignidade da Mulher, com os anseios humanos... e a partir dos textos de João surgir também a visão do   Reino, da , e a amplitude da Eucaristia 

 De posse dessas “chaves”, agora é reler o evangelho eucarístico e batismal de João, trazendo-o para nossos dias e, principalmente tomar atitude diante da cruz e ressurreição  e revelar coerência com princípios ensinados por Jesus em todos os setores de nossa vida, preparando-nos para sermos discípulos como Natanael e Felipe.

 


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