Padre Cícero Machado

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Deus é pai de todas as coisas. Todas as coisas foram feitas diretamente pela força da palavra de Deus. Ele quis e tudo passou a existir, sem a palavra nada poderia ter existido. Na palavra habitava a vida e na vida habitava a luz. Deus mesmo era a palavra e a palavra se fez carne e habitou entre nós.

São João evangelista nos fala do surgimento de João Batista, ele era a testemunha da luz e da vida que estava em Jesus. Ele veio diretamente enviado por Deus para cumprir a missão de anunciar que Deus viria habitar entre nós e que seu nome seria Emanuel, Deus conosco, Jesus, o Messias.

Jesus nasceu para o povo escolhido de Israel, veio para os Judeus, os de sua raça, mas esses os renegaram.

A partir desta rejeição ao filho de Deus serão seus filhos aqueles que receberem Jesus como a Palavra encarnada. Estes receberão a capacidade de se tornarem filhos de Deus pela vontade própria de Deus. Filhos adotivos. E somente por intermédio de Jesus, o Cristo, se poderá conhecer a Deus. Nestes termos fica claro que pelo antigo testamento e por Moisés, poderemos conhecer a lei, mas a graça e a verdade sobre Deus apenas serão conhecidas através de Jesus, ele é a palavra de Deus encarnada no meio de nós.

Podemos entender que a história de toda a criação desembocando na historia da salvação quer nos dizer que Deus mesmo quis fazer experiência de ser homem. Ter carne. Sentir dor. Viver a fragilidade humana. Saber qual é a dificuldade afinal que os homens têm de ser felizes. De se entenderem como irmãos. Sentir na carne porque as pessoas não se entendem. Porque Abel e Caím se matam todos os dias.

Parece-nos que Deus quis saber por que é tão difícil aos homens usar sua liberdade para o bem. E porque usam a liberdade para o mal. Porque fazem assim tão errado se foram criados e modelados com a palavra de amor do criador? O que será que desvirtuou o coração do homem já que Deus o criou e viu que era bom?

Começamos então a entender porque Cristo em sua vida terrena pedia tanto para que as pessoas cuidassem umas das outras. Não fossem egoístas. Que buscassem servir umas as outras com carinho. Que não discriminassem ninguém. Que parassem de se machucar e excluir uns aos outros já que fomos criados pelo mesmo pai e pela mesma palavra de amor.

O concílio vaticano II nos deixou um ensinamento de que Deus se fez homem. Tornou-se como nós, um de nós. Trabalhou com mãos de homem. Pensou com mente de homem. Agiu com a vontade de homem. Amou com o coração de homem. Não se fez homem para que fossemos deuses, mas se fez homem para que aprendêssemos a sermos homens e mulheres de verdade. Mas como pode ser isso se ainda existem homens que não o querem conhecer.

É preciso ter em nossa personalidade os traços da personalidade de Cristo. Sua singular atenção ao sofrimento humano. A pobreza de sua vida. Seu amor para com os pobres. Sua capacidade de entender os corações e de aliviar a dor dos que andam tristes. Sua profissão de paz e de serviço, sua obediência incondicional a vontade do Pai. Isso já bastaria para que as pessoas não imputassem tanta dor umas as outras com guerras, com a fome, a torpe ganância, a idolatria da morte através da escravidão dos homes pelos homens.

Por fim, nos impressiona a espiritualidade de Jesus. Como aquele homem rezava!!! Como tinha sintonia com Deus! Como falava com Deus dos homens, de suas maldades e de suas mentiras! Aprendamos de sua religiosidade. Idas e vindas ao templo. Desde criança. Viveu uma religiosidade impecável com intensão de conhecer sempre mais a seu Pai criador e penetrar na vida dos homens e seus sentimentos.

Este hino ao verbo proclama a vida, a luz e a verdade. Estas três qualidades que encontraremos em Jesus nos dará a possibilidade de nos tornarmos filhos de Deus. Ao passo que a incredulidade nos colocará no rol dos homens insensatos que não conseguem perceber a perfeição da criação do mundo sua luz, suas águas, seus rios, a fertilidade da terra, o calor do sol e do fogo que aquece. A delícia dos sabores, o frescor do ar, do vento, das sombras das matas, e a capacidade de respirar e de ver a infinidade de cores e sons que jamais saberemos de onde vem ou para onde vão. Entender o pulsar dos corações e dos deleites das paixões e dos prazeres da carne e do espírito. Somente quem conseguir entender que tudo isso vem do verbo de Deus poderá ser chamado filho de Deus.

Deus é o Deus da criação. A palavra que se fez carne e habitou entre nós e nos amou com amor infinito e um coração humano.  

Feliz Natal, Deus vos abençoe em nome do Pai criador, e do Filho redentor, e do Espirito Santo de unificador.

Mensagem de Natal do Papa Francisco! FELIZ NATAL

     O Natal costuma ser sempre uma ruidosa festa; entretanto se faz necessário o silêncio, para que se consiga ouvir a voz do Amor.
      Natal é você, quando se dispõe, todos os dias, a renascer e deixar que Deus penetre em sua alma.
      O pinheiro de Natal é você, quando com sua força, resiste aos ventos e dificuldades da vida.
      Você é a decoração de Natal, quando suas virtudes são cores que enfeitam sua vida.
      Você é o sino de Natal, quando chama, congrega, reúne.
      A luz de Natal é você quando com uma vida de bondade, paciência, alegria e generosidade consegue ser luz a iluminar o caminho dos outros.
     Você é o anjo do Natal quando consegue entoar e cantar sua mensagem de paz, justiça e de amor.
     A estrela-guia do Natal é você, quando consegue levar alguém, ao encontro do Senhor.
     Você será os Reis Magos quando conseguir dar, de presente, o melhor de si, indistintamente a todos.
      A música de Natal é você, quando consegue também sua harmonia interior.
      O presente de Natal é você, quando consegue comportar-se como verdadeiro amigo e irmão de qualquer ser humano.
      O cartão de Natal é você, quando a bondade está escrita no gesto de amor, de suas mãos.
      Você será os "votos de Feliz Natal" quando perdoar, restabelecendo de novo, a paz, mesmo a custo de seu próprio sacrifício.
      A ceia de Natal é você, quando sacia de pão e esperança, qualquer carente ao seu lado.
      Você é a noite de Natal quando consciente, humilde, longe de ruídos e de grandes celebrações, em silêncio recebe o Salvador do Mundo.
      Um muito Feliz Natal a todos que procuram assemelhar-se com esse Natal.


Autor: Padre Cícero Machado


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